São tantas emoções, como diria Roberto Carlos. E é por isso mesmo que nos atrapalhamos: É muita coisa! E influiencia em Tudo. Só mesmo a oração da Serenidade: Dê me forças para mudar o que posso, serenidade para aceitar o que não posso e sabedoria para distinguir uma da outra.
Não possuo diploma de Psicologia, mas sei que criamos, entre outros sentimentos, na nossa mente carente projeções, segundo Freud. Mas acho que também projetamos coisas boas ou soluções. É a imaginação de que tal pessoa tem tudo o que gostamos, nossas manías, nosso senso de humor, nosso estílo, nosso paladar, nossa organização, nossa higiêne, temos certeza que esta pessoa vai nos acariciar onde mais gostamos e que ela vai escutar, entender e resolver nossos problemas. Pensamos coisas absurdas como achar que a pessoa vai trazer no rosto um sorriso eterno.
Aqui está um capítulo delicado de Viver Sem Esforço, porque parece tão fácil agir assim, e é muito prazeroso este tipo de ilusão, quase uma droga.
Só há uma forma de escapar desse esforço ilusório: Sinceridade.
O problema é que ser sincero ás vezes dói. E pra muitas pessoas a mentira é um meio de vida.
Um exemplo bem cruel é o garoto que faz um enorme sacrifício para se formar em Engenharia Ambiental. Pensando que com essa profissão irá ajudar o Planeta, sua cidade seu filhos e netos ele abraça a causa e sai em busca de uma empresa. Se desilude na primeira medição de água ou terra contaminada que embarga a obra dos indústriais. Seu superior o chama para um conversa dizendo que ele será obrigado a aprovar a obra por motivos que vamos imaginar. Ele aprendeu a forma legal, a Verdade, mas na prática a teoria é outra: precisa Mentir para ser aceito em sua profissão.
E agora? Quem de vocês abandonaria a empresa? Abandonaria seu investimento no estudo? Quem de vocês pediria demissão e buscaria uma nova empresa onde a natureza valha mais que dinheiro?
A sinceridade deve ser usada na hora certa, mas o sistema social deturpa essa hora, essa verdade. E então a pólvora e o fogo vão pra dentro da gente, que seremos o combustível desse dilema.
Uma pessoa que dizia me amar, numa bela manhã olha dentro dos meus olhos e fala: Eu te odeio! É nítido que ela buscava ne machucar portanto não levei tão à sério, mas a pólvora e o fogo já haviam explodido dentro de mim e me consumiam. e irão me consumir até que possamos conversar. Mas não se obriga ninguém a conversar.
Há coisas que ficam sem solução e que empurramos com a barriga. No meu caso, experimentado, reserva-se o mal-estar e dores numa gaveta bem escondida dentro da gente. No caso do jovem Engenheiro é necessário que ele seja sincero consigo e sua profissão, faça um balanço geral e opte. Porque se deixar pra depois, chega um dia que ela lhe olha nos olhos e diz: Te odeio!
Então chega um momento que a vida dá duas saídas: pegue este revólver e acabe com sua vida ou faça as malas e começe uma nova.
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