segunda-feira, 12 de março de 2012

Errando mesmo que se aprende.

Não tenho vergonha de assumir que fracassei numa empreita. É doloroso concretizar um fracasso, ainda mais quando você sabe que causou esta falta.
Foi com muita sede ao pote, pulou etapas, ignorou a hierarquia, a diplomacia, a política, e isso prejudicou o resultado do seu trabalho.
Planejamento nunca é demais. Por mais que prevemos obstáculos e dificuldades sempre existem fatores surpresa.
Não temos o controle total de nossas vidas, nem o parcial. Vivemos em comunidade e precisamos do outro para realizarmos tarefas, precisamos do vizinho, do colega, do irmão, do desconhecido que está no carro a frente ou no banco detrás.

Houve o esforço sadio da Criação da Obra, aquele esforço que seguimos e divulgamos aqui em Viver Sem Esforço, mas negligenciou-se a divulgação, o Marketing; o trabalho intelectual de adaptação foi minucioso, mas o horário escolhido no chute, o figurino foi improvisado, ótimo, mas esqueceu-se de avisar a guarda para não expulsar o maltrapilho que falava alto (ator). Eu marquei o jogo treinei o time mas o estádio estava fechado na hora marcada. Sempre cabem comparações e faço questão de usá-las para teorizarmos Teatro e Futebol.
E neste episódio dramático muitas lições foram apreendidas: A diferença maior entre Teatro e Futebol é que para acontecer uma partida não é necessário o Público. Já o Teatro, ele não existe sem o Público.
Quis provar o contrário me apresentando ao vácuo inerte e surgiu um outro tipo de espetáculo. O espetáculo do louco, do bebum contracenando com seus espíritos invisíveis. O máximo que o ator/atriz consegue nesses casos é ser tomado como desequilibrado mental e passa a ser ignorado pela sociedade, torna-se uma pessoa café-com-leite.

O artista precisa do publico como o dentista precisa do ciso (da dor de dente).

Notaram! é muito fácil encontrar um culpado, o sistema está contra a realização de coisas diferentes às que as instituições podem e estão acostumadas a controlar. Porém o panorama já se apresentava assim quando entrei no jogo.
Foi como pular num rio dizendo atravessá-lo contra a corrente e no momento em que não conseguiu completar a façanha prometida reclamar que estava nadando contra a corrente. Já pulei na água para nadar contra a corrente! Ela era apenas o obstáculo. Numa dessas apareçe um imprevisto não calculado, por pressa ou imaturidade, falta de experiência: um redemoinho e o grande nadador não volta mais da água.

Pois bem, passemos logo pelo processo de se recuperar da queda: levantar rápido, sacudir a poeira logo e começar de novo imediatamente. Não há tempo para chorumelas e penalizações. O erro traz mais um degrau da escada, evolução e vitória aconteceram porque na pele todas as sensações da experiência foram adquiridas.
A melhor faculdade é a Experiência.


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