quinta-feira, 15 de março de 2012

Salte no precipício.

O Grito Rock , foi bom a meu ver. Todos dedicaram o pouquinho que tinham e rolou um baita evento mesmo com as trapalhadas burocráticas e políticas da prefeitura e com o mínimo patrocínio.

As bandas estavam empenhadas em tocar suas músicas isso é o mais importante, arte sendo feita realmente de dentro do ser e não apenas copiada de um icone vazio e banal. Já havia notado isso nos Shows do III Milênio no Novo Toque onde todos levavam músicas próprias e tocavam com brilho nos olhos, sorrisos na cara e performances no palco.

Devido ao fato da organização para o lado do teatro ter sito desacreditada por falta de costume teatral em minha cidade, vivi com esforço!!
Lancei me deliberadamente ao combate, tinha certeza que iria me machucar, só não sabia quanto. Investi como um cavaleiro andante contra o dragão. Se vencesse me tornaria herói se morresse também herói.
Por isso a comparação de saltar no precipício quando falamos de arte. Chega o momento que é preciso saltar no precipício para avançar. É este ato louco de se jogar às incertezas do inexplorado que faz o artísta se renovar, se expandir, movimentar a arte. Como se Apollo sacoalhasse o mundo ao invés de apenas sustentá-lo para que as pessoas fiquem ali seguras e calmas. A única certeza é de que ao projetar-se no precipício você é um Herói Louco.

Desgastei-me em vários momentos, apesar de me preparar mental, física e espiritualmente existem fatores externos que mesmo calculados surpreendem e por distração ou  êxtase entramos de cabeça e nos exaltamos, exageramos na cobrança seja de nós mesmos ou de outrem. Antes, durante e depois do evento. As expectativas desequilibradas.

A expêriencia com eventos assim em que um orgão público cede uma praça pública e banheiros públicos isentando-se de qualquer responsabilidade e na hora em que está tudo acontecendo bem eles falam no microfone que a organização de tão sensacional acontecimento é da Prefeitura, chegando a citar nome do candidato. É um roubo de propriedade intelectual.

Sabemos que pode ser possível, pela pessoa que empunha o microfone, mas mentalizamos que não acontecerá desta vez, que tal pessoa evoluiu. Otimismo em exesso também desequilibra.

Mas estou interessado em falar de coisas que evoluem: Teatro, Voz.

Foi uma experiência de Teatro de Rua em que o contato com o público alcança a totalidade. O improviso é constantel e as variáveis infinitas. A idéia era fazer uma performance que atraisse o público para uma mostra de curtas do centro da praça da Bandeira para o Museu Municipal num extremo do quarteirão da mesma praça. Missão que foi difícil pelo estranhamento do púbico em acreditar que o "Dom Quixote" tivesse falando a verdade sobre a tal mostra de curtas. Foi necessário finalizar a performance e retornar com a "Mulher de Branco" apoiada de panfletistas convidando as pessoas um a uma. Foi o primeiro passo rumo a formação de um público para este tipo de peformance na cidade de Itatiba.

Agora escrevendo a primeira experiência legítima de Teatro de Rua notei a dificuldade que é lidar com todas essas variáveis. Foi um salto vital como diz a música. Me exaltei, me diverti, me perdi, ocupei o espaço esquecido e aprendi, rouco, que a voz faz muita falta no dia seguinte.

Não apresentava minhas melhores condições de saúde vocal. Pigarro de uma tosse mal curada, o estresse da situação desorganizada mais a empolgação da criança com o brinquedo que sempre desejou brincar fizeram mais uma vez com que o dia seguinte fosse de repouso e recuperação das forças.

Fora do calor da batalha curamos nossos ferimentos, pesamos nossas investidas, calculamos nossos erros e assim que nossa voz retorna gritamos: OBRIGADO! QUE VENHA A PRÓXIMA!


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http://semesf.blogspot.com/2011_12_28_archive.html

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